İzmir’in dağlarında çiçekler açar…

A marcha que homenageia o grande Mustafá Kemal Atatürk; pena que a percussão se sobreponha às vozes.

Pela Orquestra Sinfônica da República, numa versão apoteótica:

E numa versão mais tradicional:

Tempos de ‘Civilization’

Sid Meier, se te pego, te quebro! Dias jogados fora. Sabe o que são dias inteiros praticamente jogados ao nada? Então, é assim que a gente fica quando joga Civilization. É que a droga do jogo é bom, hem. Talvez seja trauma não resolvido, de quem não teve videogame na época certa. Gosto dos joguitos para computador. Os bons propósitos foram para o ralo. As férias, findaram-se. Agora é volta ao trabalho e duas horas de ônibus. É tanto tempo que dá para alternar leitura, audição musical e roncadela. Não escrevi porra nenhuma, não fiz quase nada da montanha do que havia programado e agora, a vida zumbi volta. Se bem que a carga horária da faculdade diminuiu sensivelmente (metade do que foi no semestre passado) e os estágios são de vinte horas. Li algo. Li Bukowski. Não gostam dele, geralmente. Ninguém fala dele. Gostei. É porco, é gosmento, é um pouco real. Leio também uma biografia do Atatürk. É incrível que alguém tão eminente como Atatürk não tenha quase nada sobre si publicado em português; a biografia que leio, minha namorada comprou-a via internet num sebo de Porto Alegre: edição argentina, autor argentino, em castelhano. Talvez seja lobby dos armênios, por que não?

Mustafá Kemal Atatürk diz…

Atatürk

A mãe e a irmã de Kemal viviam em Istambul desde que se viram obrigadas a emigrar de Tessalônica. Ele, quando regressou de Alepo, não foi viver com elas; espírito muito independente, preferia ter sua liberdade intacta. Desde que saiu da infância sempre escolheu viver só; nunca pôde, nem com sua família, nem com seus amigos, compartilhar o mesmo teto de bom grado; foi um costume que nunca abandonou. “Tenho outra particulatidade – também confessou -: é a de não poder suportar minha mãe, irmã ou parentes próximos de que me aconselhem isto o aquilo, de acordo com sua mentalidade ou ponto de vista. Os que vivem em família sabem que é impossível abstrair-se às observações, desinteressadas, desde o começo, e sinceras, que vêm de todos os lados. Encontra-se então diante de um dilema: obedecer, ou não fazer caso algum de todas essas advertência ou conselhos. No meu entender, ambas as soluções são ruins. Obedecer? Aceitar as observações de minha mãe, mais velha que eu em vinte ou vinte e cinco anos, não é o mesmo que voltar ao passado? Desobedecer equivale a ferir o coração de uma mãe, que personifica, a meus olhos, a virtude, a siceridade e todas as qualidades de uma grande dama. Também não seria justo.”

BLANCO VILLALTA, Kemal Ataturk, Ediciones Agon: Buenos Aires, 1993. pp. 120-121.