385. Fim

Depois de mais de cinco anos, este blogue deixa de ser funcional. O nome pretensioso cansou, as temáticas cansaram; tudo aqui tem bafio de armário velho.

Por isso, informo que há um novo e lustroso blogue que substituirá este. Trata-se do Paris do Brejo.

Até daqui a pouco.

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384. 1992

Foi na campanha do plebiscito de 1992, quando escolhemos o sistema de governo. Um presidencialista — ou parlamentarista — desenvolveu a seguinte pérola retórica:

“Monarquia? Um absurdo! E vejam vocês a que tipo de disparate ainda estamos sujeitos pelas heranças de um regime caduco. Em Belo Horizonte [creio que fosse], na praça Tiradentes [quase certeza] existe um busto de dom Pedro I. O neto da mulher que mandou enforcar Tiradentes [dona Maria I, rainha de Portugal].”

É com essa casta de bocó que temos de tratar todos os dias; esse tipo de papagaiada discursiva está por toda parte. Não sabia que culpa era transmitida pela carga genética ou por herança legal. Condenação por atavismo. Não tem argumentos sólidos? Jogue merda no oponente: é a oratória do chimpanzé.