375. O caubói do Opalão

É um meio de tarde de domingo. Em uma cidade onde tudo fecha, sobra pouca coisa pra fazer. É nesse ensolarado tédio que o Opalão prateado aparece. Para jeitosamente no estacionamento do posto de gasolina; de dentro, sai um sujeito passado meio tempo da meia idade, com chapéu de caubói e botas e cinto do mesmo figurino.

O caubói do Opalão fica encostado no Opalão com o rádio ligado, tocando sertanejo universitário. Sozinho, saboreia a música e a cerveja em lata. Fica ali até o sol se pôr. Entra no carro e vai embora.

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