365. Rascunhos de um tratado filosófico

Não é consenso, mas acredita-se que a capacidade da linguagem faça parte do cotidiano humano há cerca de 100 mil anos. Faz-se uma divisão entre a linguagem como a conhecemos — articulada e com a possibilidade de abstração — e uma comunicação simbólica e primitiva, que pode recuar a um milhão de anos, com outros hominídeos extintos.

É possível que a presença da abstração nas línguas iniciais tenha se dado por dois acontecimentos cruciais que, certamente, se sucederam: a consciência da morte e sua explicação juntamente com outros fenômenos naturais.

A partir do momento que a precária humanidade tentou explicar o aparentemente inexplicável, a linguagem ganhou abstração e a alma humana ganhou profundidade. Tal profundidade acabou se condensando na religião, mãe da ciência, pois é a primeira tentativa de explicar fenômenos que fugiam da ação e da compreensão humanas.

Não é à toa que, pelo menos no mundo judaico-cristão, a palavra ocupe um papel de protagonista. O próprio Deus criou a partir da palavra pura.

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