268. “Malditos paulistas”, Marcos Rey

Jornal, feliz ou infelizmente, é uma caixa de Pandora. A crítica de livro do último domingo teve de ser reduzida por conta de um anúncio de quase meia página; abaixo, a versão integral.

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Capa da 4ª edição, 1991

Cheiro de casa

Basta uma visita à livraria ou um golpe d’olhos nas estantes de casa. Às vezes o romance contemporâneo causa certo engulho por conta de praticamente todas as obras serem estrangeiras, de língua inglesa majoritariamente. Os nomes ingleses de pessoas e lugares boiam na sopa narrativa cuja sintaxe tem o retrogosto da tradução apressada, do português artificial — arredondado e antialérgico —, castelinhos que decoram fundo de aquário.

Mas o gênero tem também suas pérolas no mare nostrum e um de seus grandes expoentes é Marcos Rey.  Na larga obra do escritor paulistano, destacamos “Malditos Paulistas”, romance misto entre o veio policial e o picaresco. Algo no título também sabe a Curzio Malaparte (“Malditos toscanos”).

A narrativa está Centrada na trajetória singular de Raul, carioca que se torna motorista de um suspeito empresário italiano que mora no Morumbi — notadamente um arrivé — e acaba também por tornar-se cúmplice e testemunha de várias situações, no mínimo, curiosas. O espaço da narrativa tem aquele cheiro de casa: entre a Capital e o Guarujá. Nomes mais convenientes e ambientes que podem fazer parte do arcabouço do leitor araraquarense.

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Publicado na Tribuna Impressa  de Araraquara em 6/5/2012.

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