264. “99 poemas – Brossa”, Joan Brossa

O poeta catalão em uma de suas performances artísticas

Poesia catalã moderna

Embora haja manuais de metrificação e regras mil, a poesia pode (e talvez deva) ser uma atividade de escrita livre. Temos vários exemplos de ótimos poetas brasileiros, mestres do verso livre, como Drummond e Bandeira. E que tal algo com um saborzinho exótico? Digamos, um pouco mediterrâneo?

Joan Brossa foi um poeta catalão que começou sua trajetória e metrificando, mas logo transcendeu as regras e as réguas, fazendo a sua poesia a iluminação do cotidiano, chispas onde geralmente só há o cinza-tédio. A recomendação de hoje fica por conta de “99 poemas – Brossa”, coletânea organizada por Ronald Polito e Victor Rosa e que traz, como diz o título, 99 poemas de vários livros de Brossa. Um mosaico para quem quiser conhecê-lo.

A edição é bilíngue e permite ao leitor também um passeio pela sonoridade única do idioma catalão que, eu diria – e sou suspeito para fazê-lo -, é a língua feita para a poesia, irmã do provençal dos trovadores. Ao lado dos originais catalães, a tradução destra de Ronald Polito.

Apenas um conselho: poesia tem de ser lida algumas vezes e não como se faz com um romance. Um livro de poemas é um livro para acompanhar o leitor durante meses.

* * *

Crítica publicada na Tribuna Impressa  de Araraquara, em 22/4/2012.

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