261. “Pai patrão”, Gavino Ledda

Gavino Ledda

Vida dura

Hoje, o trabalho infantil é considerado um mau hábito dos povos e feramente combatido por autoridades, Governos, secretarias especiais, conselhos tutelares. Há não muito tempo atrás, a vida laboral (profissional é um termo anacrônico neste caso) começava bem cedo: as meninas para as fainas domésticas e os rapazes seguiam o pai para ajudar na profissão e, não raramente, herdá-la.

O romance autobiográfico de Gavino Ledda trata exatamente desta questão. “Pai patrão” é o relato da infância de Ledda, passada nos anos 1940 nas montanhas da Sardenha, pastoreando ovelhas. O pai o tira da escola aos seis anos e põe para cuidar do rebanho familiar; daí em diante seguem-se vários episódios da popularmente chamada “escola da vida”, nas secas e duras montanhas do interior desta rústica ilha italiana.

Incluída na coletânea Letras Italianas da Berlendis & Vertecchia, a edição ainda nos presta um grande favor. Por se tratar de autor pouco conhecido no Brasil (não obstante o fato de haver uma versão cinematográfica de “Pai Patrão”, de 1977), o livro ainda traz o conto “Recanto” e mais alguns escritos. “Recanto” é apresentado em versão bilíngue: a tradução brasileira e o original em sardo.

* * *

Publicado na Tribuna Impressa de Araraquara, em 15/4/2012.

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