221. Enchente

Foto de Moisés Schini/Tribuna Impressa

Meia hora de chuva. Não precisou de mais. Algo assim, só havia visto em São Paulo, cidade vedada de asfalto; achava que era impossível que um enchente dessa magnitude ocorresse em Araraquara, cidade larga mas cercada de campos, logo, área permeável.

Meia hora de chuva. Densa como cortina de acrílico de banheiro; leitosa. Rapidamente o Córrego do Ouro, que corta algumas áreas do Sul da cidade e passa diante do Terminal Rodoviário, começou a subir. Águas rápidas e barrentas. Uma van desavisada entrou na enxurrada e um de seus passageiros foi levado.

Meia hora de chuva. Pontes ruídas. Um córrego que subiu cinco metros. Casas inundadas. Em um ano e um mês que estou em Araraquara, não vira cheia dessa monta e tão rápida. As águas plácidas e de rasas de todos os dias enfureceram-se e quiseram um lago.

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