176. Solenidade

Plátano do Horto de Pádua, Itália

O mínimo de solenidade é necessário. Não aquela pomposa de catedrais e palácios reais. Andar por sob os eucaliptos alinhados pela faina humana pode ser solene. A vulgaridade mercadológica e monetária cria florestas simétricas que involuntariamente simulam as catedrais com colunas de troncos e domos e abóbadas de ramos e folhas, longas naves consagradas à reta e a sensação do infinito e tetos de sala de palácio renascentista. Vem à linha do pensamento alguma melodia que traz a solenidade… até mesmo a sombra compacta das copas dos eucaliptos pode lembrar as palavras de Händel postas na boca de Xerxes I a observar a beleza de um plátano.

Anúncios
Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: