141. Harrie e uma escultura da praça da Sé

Reinventando algo de Cornelis Jacobus Langenhoven, de quem procuro alguma coisa em inglês para ler e não acho nada.

Andava eu pela praça da Sé, como todo dia: saía do metrô e caminhava pra o ponto de ônibus na Benjamin Constant; de súbito, percebi com maiores detalhes uma escultura que vejo todos os dias; até então via, mas não olhava. Hoje, olhei-a. E escultura é mera força de expressão: consiste a obra em grandes cacos de mármore empilhados, como se fossem restos de um grande vaso. A coisa toda tem cerca de uns três ou quatro metros de altura.

No exato momento em que olho a obra, vejo que estão pousados no cimo pelo menos uns dez pombos. Também percebo que Harrie, com seus olhos paquidérmicos desde algum canto, pergunta se eu gosto da escultura. Reflito uns instantes e respondo-lhe:

— Não sei. Talvez seja uma porcaria sem sentido… mas os pombos gostam…

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