139. Modus operandi

Primeiro parei de ler jornais – quando ainda me definia como ‘admirador da esquerda’. Achava que todos os jornais mentiam e que a ‘Rolha’ e o ‘Estrago de São Saulo’ queriam ver Antônio Ermírio presidente da República.

Hoje, abstenho-me ainda da televisão e sua indigesta sopa de desgraças. Toda imagem que dela emana, recende a sangue e flato. É impossível que num país tão grande como o nosso, só ocorram desgraças.

Abstenho-me dessas notícias pela minha saúde mental. Hoje observo os relógios do terminal rodoviário como quem vê a Terra girar solta no espaço. Leio e vejo somente o que me interessa; aplaudo o que me agrada, rio da pretensa seriedade e gravidade alheias. Se políticos e figuras públicas fazem o que querem, ¿para que precisam da minha ciência?

Atualmente, preocupo-me em juntar dinheiro para 1) não precisar  mais trabalhar dentro de quinze ou vinte anos e 2) comprar um sítio e enfiar-me lá com a minha esposa, meus livros e meus bichos.

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