135. Dobre

Sobre os telhados cansados
apoia-se a velha torre;
o seu olho de ponteiros
marca a cadência da vida.
Encimado por uma cruz,
o bronze dobra em resposta.

“…talvez sim, talvez não;
se diz talvez…”

A vila dobra-se em si.
As resposta sem perguntas
ao povo que abaixo vaga.
Os tijolos suam sono,
recolhe-se o povo à casa;
voltam a névoa e a noite;
a voz do bronze prossegue:

“…talvez sim, talvez não;
se diz talvez…”

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