128. O recurso de autocompletar e os danos irreversíveis ao meu cérebro

A informática é de fato algo surpreendente. Digo isso recorrendo a um chavão porque não há outra maneira de dizê-lo. É fantástico: escreve-se um texto num processador de texto (como eu sempre faço com os textos do blogue: primeiro um editor de texto; não suporto escrever na maldita janelinha) e de uma digitação imprime-se quantas cópias se desejar. E melhor, com todas as revisões possíveis. O texto não lhe agradou? É só corrigi-lo, editá-lo, manipulá-lo como convier.

Porém, a informática doméstica e seus desdobramentos, como a rede, também estão transformando o meu (o nosso?) cérebro em purê. O raciocínio fica esperando o maldito autocompletar: você põe duas ou três letras do endereço na barra do navegador e veja, que gracioso: ele busca os endereços que coincidem com a combinação de letras, fantástico. E você depois não consegue guardar na cabeça meia-dúzia de endereços de sítios ou de correio eletrônico: há caches, bookmarks, agendas de e-mail. Esqueceu o endereço daquele sítio? Ora, procure no Google. O Google sabe tudo… O Word corrige seus textos, às vezes de modo inconveniente… e o seu raciocínio decresce.

Que será de nós mais adiante? Uns zumbis…

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