123. Vida velha

Passo a bateia no leito arenoso
do rio cuja foz desconheço.
No meio da areia cinzenta
rutila pequena pepita
pequena luz de céu todo
rebrilha no fundo da íris.
Corta-me a visão o gume de escamas
cinza-prata esvoaçada;
deixo a bateia no fundo
e ergo o peixe em lançada;
foge o ouro pro mundo.
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