91. Notas de aula ou Apologia ao artigo 5º

25 de setembro de 2008, quinta

Auditório da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação. Depois de uma tediosa apresentação dum grupo de música “afro-brasileira” (o que quer que isso signifique), a mesa redonda 17 tem início com o anúncio de que a conferencista (uma das) se atrasará, e olhe que já são quase oito! O tema parece igualmente cansativo: o currículo que a questão das minorias. Quando vi o programa da Semana de Educação, essa mesa redonda (a 17) foi a que me pareceu menos tediosa e menos favorável a uma soneca. Além do mais, é bom saber o que pensam os teóricos do seccionismo social, que tanto enfatizam a questão das minorias… o ideal seria pôr, preto no branco, que somos todos iguais. Ops, perdão pela expressão mal posta.

Escrevi isso enquanto agruardava o início de uma atividade na FEUSP. Depois, a coisa se mostrou muito pior. Apareceu uma mulher da Universidade de Brasília que culpou o ‘eurocentrismo’ por todas as nossas mazelas. Bem, minha vontade era perguntar se ela queria ir para a África viver como bicho. A Europa nos deu as instituições e os estudiosos que seguem essa linha revisionista, ou seja, de imputar aos nossos colonizadores somente as culpas do processo, esquecem-se de quem nos deu o viver civil e a origem das nossas instituições. O Brasil é um país que descende das tradições europeias e a história da cultura miscigenada não passa de bazófia.

Identifico cultura com língua. Falamos português, não exatamente o português peninsular, mas ainda o é. Alguém fala fulani? Ibo? Iorubá? Uma centena de empréstimos lexicais não justifica uma cultura miscigenada, trata-se, ao invés, de usar termos mais  à mão por proximidade física, uma penetração linguística. A lenga-lenga do multiculturalismo somente serve a nos dividir todos os brasileiros. Já dizia aquela divisa: Divide et impera. Temos de ser iguais, nada de sobredireitos e sobrelegislação, o que vale para um tem de valer para o outro, independente de cor, raça, credo e orientação sexual. Ainda mais essa última, que considero assunto de foro privado, não assunto de Estado.

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4 Comentários

  1. é tipo: você tá mesmo falando sério isso tudo ou é ficção?

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