Americana, 13/12/2008

Momento de afastar-se da cidade, deixá-la com seu trânsito, sua neurose e sua fumaça para trás. É hora de seguir os preceitos arcádicos: fugir da cidade. Aproximar-se dos campos e dos pântanos: transcrever as odes às libélulas, juntar-lhes os graves coros dos sapos. O alto-falante é um acidente; também o são Bonaparte, Franco e Churchill. A mecânica real é a dos pequenos seres: por não terem consciência das suas condições, não perecerão jamais, enquanto nós estamos atados à nossa perene efemeridade.

Anericana/SP, 13/12/2008 – 23:40

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