Cena urbana (I)

A cidade suava sob o sol. Os carros trotavam pela avenida com seus cavalos-vapor e eu, pela calçada, eximia-me de olhar para as pessoas, todas de gravata e colete e paletó e prendedores de gravata. Ou de tailleur. Que preguiça de meio-de-tarde esse sol refletindo nas escamas de vidro dos prédios de chifres magnéticos. Recosto-me à parede. Sou objeto sob o sol sem fazer sombra.

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2 Comentários

  1. Sérgio, tiro meu chapéu. Isto está óptimo.

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