Mustafá Kemal Atatürk diz…

Atatürk

A mãe e a irmã de Kemal viviam em Istambul desde que se viram obrigadas a emigrar de Tessalônica. Ele, quando regressou de Alepo, não foi viver com elas; espírito muito independente, preferia ter sua liberdade intacta. Desde que saiu da infância sempre escolheu viver só; nunca pôde, nem com sua família, nem com seus amigos, compartilhar o mesmo teto de bom grado; foi um costume que nunca abandonou. “Tenho outra particulatidade – também confessou -: é a de não poder suportar minha mãe, irmã ou parentes próximos de que me aconselhem isto o aquilo, de acordo com sua mentalidade ou ponto de vista. Os que vivem em família sabem que é impossível abstrair-se às observações, desinteressadas, desde o começo, e sinceras, que vêm de todos os lados. Encontra-se então diante de um dilema: obedecer, ou não fazer caso algum de todas essas advertência ou conselhos. No meu entender, ambas as soluções são ruins. Obedecer? Aceitar as observações de minha mãe, mais velha que eu em vinte ou vinte e cinco anos, não é o mesmo que voltar ao passado? Desobedecer equivale a ferir o coração de uma mãe, que personifica, a meus olhos, a virtude, a siceridade e todas as qualidades de uma grande dama. Também não seria justo.”

BLANCO VILLALTA, Kemal Ataturk, Ediciones Agon: Buenos Aires, 1993. pp. 120-121.

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