Lluís Colet defende a língua com um discurso de 124 horas: “Falarei desde o conde Vilfredo até o TGV”

O feito começará segunda, 12 de janeiro, às 10 da manhã, e a intenção é terminá-lo sexta, 17 de janeiro, às 14 h. O lugar, a estação de trem de Perpinhã, o centro do mundo, segundo Salvador Dalí.

Por Jordi Palmer, do Avui.cat

O perpinhanês Lluís Colet tentará recuperar o recorde Guinness de discurso mais longo com um lance inédito: um discurso de 124 horas seguidas. Colet, conhecido defensor da língua e da cultura na Catalunha Setentrional já havia detido anteriormente o recorde, com discursos de 24 e 48 horas. O norte-catalão planeja recuperar o título com um discurso de 124 horas.

“Falarei desde o conte Vilfredo até o TGV” declarou Colet ao AVUI.cat, convencido de que será capaz de “chegar até o final”. O discurso, que trará o título de “Os catalães em discursos e poesias” realizar-se-á na estação de Perpinhã, ou seja, no lugar que Salvador Dalí definiu como “o centro do mundo”. O feito começará segunda, 12 de janeiro, às 10 da manhã e a intenção é terminá-lo sexta, 17 de janeiro, às 14 horas.

Cento e vinte e quatro horas seguidas falando não será nada fácil, e Colet afirma estar preparado. “Ficaremos no restaurante-bufê da estação, exatamente ao lado dos sanitários, e enquanto comer, falarei de cozinha catalã com um tom mais relaxado”, assegurou. Mais difícil será aguentar as 124 horas, ou seja, cinco dias e quatro horas, sem dormir.

O objetivo, defender a língua
“O discurso será em catalão -agrega Colet-, mas que terá algumas explicações em francês”. Com efeito, a intenção de Colet com esse discurso é a de “trazer a atenção sobre a realidade da língua catalã e honrá-la”, razão pela qual convida a todos os catalães a “asssistir e dar apoio”.

“Eu sou catalão e defendo a língua dos meus pais e dos meus avós”, continua um Colet otimista que comemora poder enfrentar esse feito “com a colaboração da prefeitura de Perpinhã”. Para Colet, na Catalunha Setentrional está a produzir-se uma “mudança de consciência” segundo o qual, a população aproxima-se da língua e do sentimento catalão. “E tudo isso -frisa-, enquanto a municipalidade nos ajuda, a República não nos ajuda. O governo francês é o único que não reconhece as línguas, porque é um governo muito centralizador.

Texto original em catalão.

Tradução de Sérgio Mendes.

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1 comentário

  1. Guilherme Louro

     /  01/03/2009

    Essa tal senhora uma fala-barata, bolas.
    Quase que nem consigo acreditar

    Responder

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